terça-feira, 23 de agosto de 2011

diário, 4.

Eu conheci mil passos antes destes que agora ouço. Mil passos, perdidos em recônditos cantos de uma memória antiga, secular. Perco algures o olhar em árvores famintas de um céu inatingível. As árvores sabem melhor do que ninguém que a alma não se toca, vê-se e contempla-se, e é por isso que as árvores nasceram para o céu, e nunca para a terra nem para o mar.

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