domingo, 30 de outubro de 2011

3.

e era tão somente assim o tempo;
a noite que cresce dos telhados das casas
e que se inclina pelo rosto da cidade,

o outono pousado nos ombros daqueles
que acendem estrelas apagadas,

e era tão somente assim o tempo;
era como quebrar mil instantes com os dedos
e vê-los a ansiar pela sombra do oceano,

era como abrir as mãos e dizer:
não tenho nada para dizer,

a ausência de palavras sobre os ecos de vozes
vestidos do silêncio de ser o mundo inteiro
num universo feito de mar.

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